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Qual a melhor dieta para sua profissão?

Date: 4 fev 2009 Comments:0

Para muita gente, comer fora de casa deixou de ser uma prática reservada a ocasiões especiais e se tornou uma necessidade. No entanto, antes que esse hábito contribua para o aumento de seu peso, do colesterol ou de outros problemas de saúde, é bom ficar atento. O almoço no restaurante, o sanduíche na cafeteria ou a comida pedida pelo telefone não são desculpas para abandonar os cuidados com alimentação. Fora de casa, o cuidado precisa ser dobrado .

A seguir, algumas dicas para você se alimentar bem de acordo com a rotina da sua profissão. A escolha do melhor restaurante, os lanchinhos entre uma refeição e outra, além das marmitas/marmitex rendem uma série de conselhos light. Cuide sempre de sua saúde!

Quem passa o dia no escritório

Comer no escritório é uma necessidade diária de milhares de pessoas. Os motivos são muitos. Nem sempre o local de trabalho dispõe de refeitório, a hora de almoço é, muitas vezes, curta e comer num restaurante todos os dias pode estourar o orçamento.

De qualquer forma, uma regra precisa ser respeitada: hora do almoço foi feita para… Almoçar! Não é correto substituir a refeição por lanches. Fazer isso sempre até prejudica sua produtividade. Quando o escritório tem microondas, fica ainda mais fácil se adaptar. Basta trazer a refeição de casa, já na quantidade certa, evitando o exagero e desperdícios.

Com a chegada do verão, podemos levar para o escritório alimentos mais leves e fazer uma refeição prática e saudável. Uma salada caprichada alimenta e dispensa os aparelhos para aquecer a refeição . Batata e outros legumes, atum em água, queijo fresco, frango desfiado ou peito de peru light formam uma receita simples e deliciosa. Pode-se ainda complementar com cenoura ralada, tomate, alface, rúcula, milho, azeitonas. Para sobremesa, uma fruta ou salada de frutas.

Os lanches e refeições feitas nos intervalos também merecem atenção, já que não devemos permanecer mais do que quatro horas sem se alimentar. Um iogurte com frutas, torradas, biscoitos integrais, sucos de caixinha, barra de cereais, ou até mesmo frutas secas são ótimas opções. Ela só lembra que é preciso dar atenção ao armazenamento, principalmente quando se tratar de alimentos refrigerados.

Para quem não abre mão de comer fora, prefira os restaurantes por quilo, que oferecem pratos variados. Dê preferência às preparações grelhadas, assadas e com pouco molho, menos calóricas. Para acompanhar as carnes, prefira legumes cozidos ou saladas. Na sobremesa, fique com uma fruta ou gelatina.

Quem viaja demais

Os viajantes de plantão enfrentam constantes desafios durante suas longas e intermináveis jornadas. A mudança na disponibilidade de alimentos de consumo habitual pode gerar alterações no peso e do próprio ritmo de trabalho. Os lanches altamente energéticos e gordurosos são a maior ameaça de quem vive em trânsito. Lanchonetes ou fast foods são opções acessíveis e populares. Além disso, há os lanches servidos nos aviões e ônibus. Pular refeições é outro erro comum, que leva ao aumento de peso e talvez à problemas graves como gastrite.

É importante investigar os hábitos alimentares do local para onde você vai, além de listar restaurantes e lanchonetes locais. Conhecer a composição das refeições também ajuda a evitar as mais calóricas. E vale a mesma regra: carnes magras, verduras, legumes, frutas e sucos naturais, devem fazer parte do seu prato. Tendo hábitos saudáveis, você pode se dar ao luxo de provar massas, sanduíches e hambúrgueres, desde que controle a quantidade.

É importante fazer também um registro alimentar durante a viagem, apontando as falhas, problemas dos alimentos ou nutrientes. As informações coletadas podem servir para o planejamento de outras viagens.

Quem vive em reunião

Se você faz da hora do almoço uma oportunidade a mais para fechar negócios precisa repensar seus hábitos alimentares e valorizar a hora do almoço. Comece evitando as receitas gordurosas e enchendo o prato com salada, para amenizar a fome. Maminha, alcatra e fraldinha são as carnes mais indicadas se você deseja um churrasco leve. Uma opção é o peixe temperado com sal e limão ou frango sem gordura e sem pele.

Para acompanhar massas, prefira molhos ao sugo, com manjericão ou legumes. Evite massas recheadas (lasanha, caneloni, rondeli) e aquelas com molho branco ou com manteiga. Na hora do prato principal, dê preferência às carnes brancas e magras, grelhadas ou assadas. Evite, sempre que possível, as frituras em geral, pratos à milanesa e à parmegiana. Evite o couvert, normalmente muito calórico.

Sanduíches frios costumam ser mais leves, opte pelos queijos brancos no lugar dos amarelos. Prefira os pães integrais e com baixo teor de gordura. Não repita a porção do sanduíche e inclua vegetais, como alface, rúcula, tomate e cenoura no seu lanche. Vale ressaltar que a substituição do almoço por estes alimentos deve ser eventual.

Um domingo quente com uma dose de espera

Date: 1 fev 2009 Comments:0

Olá a todos, como vão? Depois de um período longo de férias, espero voltar ao normal com as postagens. Míseros três posts em janeiro conseguem derrubar a estima de qualquer um (visitas também).

Enfim, amanhã começam novamente as aulas, trabalho e o árduo suor de uma segunda-feira (quente e sádica) do nosso tão querido verão brasileiro.
Boa semana a todos.

Um pouco sobre psicose

Date: 7 jan 2009 Comments: 2 so far

Psicose é um termo psiquiátrico genérico que se refere a um estado mental no qual existe uma “perda de contato com a realidade”. Ao experienciar um episódio psicótico, um indivíduo pode ter alucinações ou delírios, assim como mudanças de personalidade e pensamento desorganizado. Tal é frequentemente acompanhado por uma falta de “crítica” ou de “insight” que se traduz numa incapacidade de reconhecer o caráter estranho ou bizarro do seu comportamento. Desta forma surgem também dificuldades de interação social e em cumprir normalmente as atividades de vida diária.

Uma grande carga de stresse no sistema nervoso, tanto orgânicos como funcionais, podem causar uma reação psicótica. Muitos indivíduos têm experiências fora do comum ou mesmo relacionadas com uma distorção da realidade em alguma altura da sua vida sem necessariamente sofrerem conseqüências para a sua vida. Em alguns casos, as pessoas adaptam-se a estas experiências; por exemplo depois de ter alucinações uma pessoa pode encontrar inspiração ou senti-la como uma revelação religiosa. Muitos dos atuais “santos” seriam, na verdade, psicóticos que conviviam com delírios freqüentes e os interpretavam como epifanias. Como tal, alguns autores afirmam que não se pode separar a psicose da consciência normal, mas deve-se encará-la como fazendo parte de um continuum de consciência.

Na prática médica, adota-se uma abordagem descritiva da psicose (assim como para todas as doenças mentais), que se baseia em observações comportamentais e clínicas. Isto permite a adoção de um guia de diagnósticos muito usado nos EUA, o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM) ou mesmo o CID. De acordo com o DSM a psicose é um sintoma de uma doença mental, mas não é uma doença em si mesma.

Como tal, a psicose pode ser causada por predisposição genética, fatores exógenos orgânicos mas desencadeados por fatores ambientais, psicossociais, com acentuadas falhas no desempenho de papéis, na comunicação, no autocontrole, no comportamento da afetividade, na percepção sensorial, na memória, no raciocínio, no pensamento e linguagem. Há perda do senso da realidade e da capacidade de testá-la e, em casos extremos, do autoconhecimento, deixando o paciente de cuidar-se no aspectos mais triviais, como a alimentação e a higiene pessoal.

Na psicanálise, a psicose causou dificuldades teóricas para Freud, mas não para Lacan. Se o primeiro demonstrou-se hesitante em enquadrá-la teoricamente, concentrando-se na neurose, Lacan, tomando-a constantemente em suas conferências, associou-a à “forclusão do nome-do-pai’.

As definições de psicose em geral descrevem as classes de eventos que configuram sua natureza ou essência, apontam-lhe as causas e variações. Assim, haverá importantes distinções quanto ao conceito; caso venha a ser formulado no campo das Ciências da Saúde terão diferentes conotações das formuladas no campo Religioso, Poético ou das Ciências Humanas. Michel Foucault em seu texto “A história da Loucura” aponta que a loucura (posteriormente chamada de psicose) poderia ser entendida como uma aberração da conduta em relação aos padrões ou valores dominantes numa certa sociedade; neste sentido, entender a psicose é também buscar entender quais os padrões dominantes e quais as reações do grupo social à tais condutas estranhas e aos seus agentes.

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