nov 06

A cintilografia miocárdica é um exame realizado com o objetivo de se estudar toda a irrigação sangüínea do coração. Assim, pode-se detectar isquemia, ou seja, deficiências nessa irrigação, que se não tratada poderá causar o enfarte, insuficiência cardíaca ou, mesmo, morte súbita.

Para quem for fazer este tipo de exame, deve seguir alguns cuidados:

Por se tratar de um exame altamente sensível e especializado, para que as imagens sejam de boa qualidade, é necessária a colaboração do paciente. É importante reservar a parte da manhã de 2 dias ou 1 dia todo para o exame.

Um dia antes e durante a realização do exame, deverão ser suspensos café, chá mate ou preto, chocolate, leite e derivados, bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. Sendo que, o almoço e jantar devem ser feitos regularmente.

Os remédios cardiológicos devem ser usados normalmente, interrompendo dois dias antes do exame apenas os medicamentos que contenham clopidogrel, ticlopidina e ácido acetil salicílico (Plavix, Iscover, Ticlid, Bufferin, Somalgin, Aspirina, AAS). Não parar de tomar os anti-hipertensivos.

Ë importante descansar à noite, antes do exame. O paciente deve alimentar-se antes do exame, comendo pão, bolachas, suco de frutas, deve usar com roupas leves e sapatos confortáveis, pois você irá fazer uma pequena caminhada. As mulheres devem vir de sutien e homens deverão depilar o tórax para monitoração (eletrocardiograma ou esteira).

É importante trazer os exames de coração e colesterol e deixá-los na recepção, pois eles podem ajudar na análise do estudo de perfusão. A receita médica ou a lista de medicamentos em uso também deve ser deixada na recepção. O exame é realizado em 2 fases, uma com o coração em repouso e outra com o coração sob estresse (esforço).

O estresse normalmente é obtido com exercício físico ou através da administração de medicamento, dependendo da indicação médica. A duração do exame é de 3 horas em cada fase. Após a administração do radiofármaco, sob estresse ou no estado de repouso, o paciente será instruído a tomar água ou leite e caminhar (se puder).

Uma hora após a caminhada, serão feitas as imagens no aparelho. O horário da 2ª etapa será marcado assim que terminar a 1ª etapa, na recepção.

out 02

Na teoria, a cor de um objeto é dada pela média de freqüência dos pacotes de onda refletidos pelo objeto. Sua percepção é apenas um fenômeno ótico para os humanos, onde um feixe de fótons vindo do objeto age sobre a retina, que leva a informação para o cérebro.

Na prática, as ondas e fótons das cores têm influência decisiva no nosso humor. Nas paredes de um ambiente, pode servir para acalmar, alegrar, aumentar a fome dos convivas ou fomentar a criatividade. Há 4 mil anos, os chineses já sabiam disso e até criaram uma arte muito conhecida entre os arquitetos chamada de Feng Shui (em mandarim a pronúncia é Fong Suei). Para o Feng Shui, a cor é o principal instrumento para harmonizar ambientes porque desperta sentimentos e emoções.

No entanto, tudo depende da intensidade e do local onde a cor é aplicada. Geralmente, as pessoas usam cores neutras em casa, onde passam a maior parte do ano, e aproveitam para experimentar novas combinações nos ambientes externos ou na residência de praia. Segundo especialistas em decoração, essa é a melhor atitude para aproveitar o que as cores têm de melhor - sem enjoar. Para quem não tem casa própria na praia, a dica é usar cores no lar em apenas uma parede, e não em todas. Essa é a melhor alternativa para ambientes pequenos.

Veja abaixo as orientações do Feng Shui:

- Vermelho: Relacionado ao fogo, ao verão, à força e a energia vital máxima. É indicada para ambientes de interação entre pessoas como a sala de estar, a sala de TV, ou mesmo a sala de jantar.

- Amarelo: Seu uso melhora a concentração e a comunicação. Evite seu uso em banheiros e quartos.

- Azul: Proporciona tranqüilidade, porém, usado em demasia pode favorecer a introspecção e isolamento. Indicado para quartos.

- Preto: Contra-indicado para ambientes internos.

- Verde: Não há restrição. Pode ser utilizada com bastante liberdade em todos os ambientes da casa.

set 20

No mundo dos instrumentos ópticos, os inventos para ver o macro são muito mais fama do que aqueles para ver o micro. Que digam isso Galileu Galilei e Isaac Newton, que participaram da evolução dos telescópios. Mas houve um holandês que entrou para a história da ciência graças a aparelhos feitos para investigar os aspectos microscópicos da vida na Terra.

Anton Philips van Leeuwenhoek (1632-1723) nasceu na cidade de Delft, em uma família de artesãos e produtores que prosperou no ramo de cestos e cerveja. Depois de alguns anos de estudo, ainda adolescente, foi enviado a Amsterdã para aprender o ofício de comerciante e o trabalho com tecidos. Quando já estava metido entre panos e outros mercadores, Leeuwenhoek teve seu primeiro contato com um microscópio. Fascinado pelo instrumento, logo adquiriu um para si. Em sua época, esse instrumento era pouco eficiente e usado até como diversão pelos mais abastados.

Passados alguns anos, ele voltou à sua cidade de origem, se estabeleceu no ramo de tecidos e manteve um emprego como funcionário do governo local. Com seus rendimentos assegurados, dedicou-se aos microscópios por conta própria, sem conhecimentos teóricos e sem orientação de ninguém para suas pesquisas.

Ele conseguiu resultados extraordinários, graças ao seu senso inventivo e sua visão bastante aguçada. Com procedimentos secretos, o holandês desenhou e construiu mais de 250 lentes ópticas e mais de 400 tipos de microscópios. Em sua época, seus instrumentos eram os mais eficientes em aumento e em nitidez e só foram superados muito tempo depois de sua morte. E, com instrumentos tão inovadores em mãos, ele foi um dos pioneiros na observação e descrição das vidas dos insetos e dos microorganismos. Foi também o primeiro a observar e descrever detalhes de ferrões e patas, fibras musculares, bactérias, protozoários, espermatozóides e o fluxo de sangue nos capilares sanguíneos. Contribuiu, assim, para o estabelecimento da microbiologia, com suas lentes capazes de aumentar até 275 vezes.

Ao mesmo tempo em que manteve sigilo sobre suas técnicas de construção de microscópios, divulgou seus estudos sobre microorganismos, que se tornaram conhecidos por meio de cartas ilustradas. Leeuwenhoek compartilhou suas observações e descrições com a Royal Society – instituição científica britânica – e com colegas aficionadas por ciência, os chamados cientistas particulares ou amadores. Foram mais de 300 correspondências enviadas pelo mercador.

Já conhecido como pesquisador, acabou eleito membro da Royal Society e foi intelectualmente ativo até o final de sua vida, 91 anos. As pesquisas com a microbiologia e a bacteriologia avançaram decisivamente, no século 19, com o francês Louis Paster e o alemão Roberto Koch, graças ao caminho que Leeuwenhoek havia aberto dois séculos antes. Por isso, hoje, além da paternidade dos modernos microscópios, muitos o consideram o pai da microbiologia.


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