Nota rápida: Exercício da Cidadania Novo sucesso da Hollywood conterrânea
out 06

Com todas as urnas apuradas, minha querida cidade conhece seu novo (velho) prefeito, o qual administrará os próximos quatro anos nossa terra. Porém, é de um pesar muito grande, ao menos em meu ponto de vista, levando em consideração as outras administrações, que esta não foi, digamos, uma boa escolha.

Como alguém pode votar em uma pessoa que teve sua candidatura impugnada pela justiça eleitoral, porém indeferida pelo TSE, por ter registros como réu em processos jurídicos (apesar de não estar como julgado)? Será que todos que votaram nele sabem disso? Será que esqueceram o que aconteceu em suas administrações passadas? Se esta última for o caso, só me resta lamentar, pois eles têm memória curta, muito curta. Talvez esta pessoa tenha conseguido o que conseguiu por dizer que é do povo, para o povo e etc. Esse mesmo povo que olha apenas para o próprio umbigo, que não reclama nem debate questões cruciais que definem o sentido da cidade.

Chega a ser hilário a atitude de algumas pessoas, que votam em candidatos que emporcalham a redondeza de uma Zona Eleitoral, que tem um passado tão sombrio quanto a um filme de horror. Por incrível que pareça, enquanto eu estava na fila da minha seção, ouvi uma pessoa dizer que votaria em um certo candidato por ter achado seu santinho jogado na rua. Quando as pessoas vão entender o que realmente é uma eleição? Quando entenderão o poder que tem nas mãos, dada por pessoas que deram suas vidas para termos o que temos hoje? É lamentável uma situação dessas.

Isto tudo sem levar em consideração o futuro legislativo. Pessoas que nem sabem falar corretamente, que querem resolver “probremas” da cidade, como se fossem do executivo. Ora, não duvido que alguns nem saibam o que realmente é “ser vereador”, que não sabem a importância de um cargo de tanta relevância quanto este. Para eles, certamente, para ser vereador, seja necessário, apenas, conhecer muitas pessoas para colherem seus votos, como abelhas colhem o pólen. É triste, mas ao meu ver, eleitores que não se importam com política, e candidatos maltrapilhos e salafrários são cegos zumbis sedentos por carne. Não há como fugir da política, ele nos rodeia e nos atinge direta e indiretamente, sempre.

Faço o que posso e o que acredito, sei que meu voto não foi desperdiçado em vão, na esperança de um futuro melhor. Agora, só me resta esperar a chegada do fim do ano, fazer minha mochila e zarpar para minha antiga cidade, onde lá, sei ao menos que o futuro será promissor, que lá, as pessoas tem a idoneidade moral para fazer o melhor para todos. Deixarei também meu amor, e sorte ao novo prefeito, o qual espero que, no mínimo, realize suas metas e as metas copiadas dos outros candidatos, ao legislativo da oposição, que fiscalizem e cobrem do futuro prefeito, para que não seja feita, novamente, a lambança deixada por ele no passado. Mesmo longe, estaremos de olho.

Duvida do processo? Veja aqui sobre a impugnação, aqui para o processo da impugnação e aqui por propaganda eleitoral extemporânea, ou seja, fora do tempo certo, recorrendo ao pagamento de multa por tal. Além destes, há outros no TRF e TJMG.

One Response to “Pra não dizer que não falei das flores”

  1. Assista ao vídeo de Nivaldo, o prefeito de SJDR na farra no PY | Juvenal.biz Says:

    [...] Pra não dizer que não falei das flores out [...]

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