Evolução dos mouses
O mouse, item fundamental para o uso do computador, foi criado na década de 70 pelo pesquisador da Universidade de Standford, Douglas Engelbart. Porém, só passou a ter reconhecimento 15 anos mais tarde, já que na época de sua invenção a maioria dos computadores utilizava apenas textos sem cursores na tela, inutilizando, assim, sua função.
Sua popularização se deu quando os sistemas operacionais dotados de interface gráfica despontaram no mercado. Seu nome original, sugerido por Engelbart, era “Indicador de Posição XY”, porém como era muito longo e de difícil memorização caiu em desuso e deu lugar ao apelido Mouse (rato em inglês), já que seu formato lembra um ratinho.
No início, o mouse era produzido em madeira e apresentava apenas um botão. Hoje, fabricado com outras matérias primas que lhe conferem maior leveza e agilidade, o mouse possui mais botões, diversas variações de tamanho, formato e, é claro, novas tecnologias que trazem mais comodidade e interatividade para o usuário.
Os mouses tradicionais são compostos por três botões: direito, utilizado normalmente para abrir submenus e opções; esquerdo, que seleciona e abre itens; e centro (mouse Scroll), com a função de rolar a página e abrir links em uma nova guia ao navegar na internet.
Conheça os tipos de mouse e acerte na escolha:
Mouses mecânicos: Os mouses mecânicos funcionam mediante o rastreamento de uma esfera existente em seu interior à medida que é arrastado. Ele é bastante sensível à sujeira e à superfície de uso.
Mouses ópticos: Os mouses ópticos usam uma luz vermelha (LED = diodo emissor de luz) de baixa intensidade que ilumina a superfície de arraste. Assim, quando um movimento é detectado pelo sensor, é enviado para o computador. Vale lembrar que os mouses ópticos não funcionam corretamente em superfícies transparentes ou onde possa ser refletido, como no vidro, nos espelhos e nos materiais polidos. Esses mouses não apresentam problemas de sensibilidade como acontece com os anteriores e por isso possuem menos chances de falhas.
Mouses a laser: O mouse a laser é um tipo de mouse óptico que utiliza um emissor de raio laser ao invés do LED. Essa tecnologia oferece maior precisão e velocidade, além de funcionar bem em superfícies como o vidro.
O avanço tecnológico possibilitou que os mouses pudessem deixar de ter fio. Nesse caso eles são ópticos e as transmissões de informação são feitas por radiofreqüência (RF). Uma das tecnologias de radiofreqüência mais comum é o Bluetooth. Essas tecnologias sem fio melhoram a precisão e permitem maior mobilidade, já que você não fica “preso” ao computador. Também foram lançados mouses multimídia, que apresentam maior quantidade de botões. Estes funcionam como atalhos para recursos como volume, cenas de vídeo, arquivos de som, funções de jogos, funções macro e navegação na internet. Alguns mouses também apresentam botões de rolagem com inclinação, o que possibilita a rolagem na tela tanto vertical, quanto horizontalmente.
Com tanta variedade de mouses, é necessário ficar atento a algumas características importantes que influenciam diretamente o seu desempenho, como a resolução. A resolução de um mouse refere-se aos pequenos movimentos que ele consegue distinguir. Esses movimentos são medidos em pontos por polegadas (dpi = dot per inch). Assim, quanto maior a quantidade de dpi percebida pelo mouse, melhor será sua performance. Além disso, o tamanho e a ergonomia do mouse também devem ser levados em consideração. Ele deve encaixar-se confortavelmente na sua mão, o que evita lesões, como a tendinite.

