Eu adoro sexta-feira…
Date: 23 out 2009 Comments:0
É, muito tempo sem postar, quem diria que o tempo corre tão apertado ultimamente. Mal consigo ler meus e-mails e tudos mais. Porém há uma causa nobre. Estudos.
E como hoje é sexta-feira… eba… dia de golo depois da aula. Após uma perversa aula e prova sobre PLC, com uma atividade que engloba dois módulos inteiros, sim, um ano em uma prova, uma cervejnha com os amigos cairia muitíssimo bem. Não deu outra, logo após o término da avaliação, golo…
Chegamos ao boteco bar/restaurante, poucas pessoas ocupando lugar, mais precisamente cinco. Conversa vai, conversa vem, cerveja de cá, batata com queijo de lá, me deparo com uma coroa senhora me encarando. Claro, como uma pessoa educada e um estudante quase formado, não podia deixar de cumprimentá-la. “Olá, como vai?” – disse eu, como alguém que não queria nada. “Estou bem, obrigada” – disse ela. Uma simpática senhora, estatura mediana, cabelos curtos e lisos, talvez, arrisco eu, uns 40 anos, fofinha. Uma pessoa de bem, como qualquer outra.
O problema começa agora. Deparei-me que ela me secava olhava constantemente, enquanto seu parceiro, ou namorado, ou sei lá que diabos era aquilo, ia ao banheiro. Pouco depois da volta dele, ela ainda me olhava pelo cantos dos olhos. Foi aqui que a cobra fumou. “Plack!!”, era o som das mãos do parceiro/namorado/sei-lá-o-que-era batendo na mesa. “Você vai continuar olhando para ele?!”, pergunta ele à ela. Com toda calma possível, algo imaginado somente por quem já está acostumada com a vida, disse: “Por favor, garçonete, diga a este homem para se retirar…”.
Putz, eu já imaginava, estarei morto quando sair do boteco ou quando estiver longe dos companheiros de sala. “Você vai ver comigo depois”, dizia ele apontando aquele dedo torto em direção à moça. Era o fim da picada… eu já sentia o álcool lubridiar-me e anestesiar meu rosto. Não passo de hoje.
Que nada, foi o rapaz sair do local que ela começou a querer se mostrar para mim. Levanta daqui, levanta dalí, chama a garçonete, pede algo e continua comendo. Detalhe, não sei se comentei, mas ela esatava a uma mesa de distância.
Nessas horas eu penso se aconteceria isso comigo se fosse uma pessoa mais jovem. Não que eu tenha preconceito ou algo do tipo, mas a sorte ultimamente não tem andado ao meu lado.
Voltando à minha mesa, mais cerveja, chega um outro companheiro, que cursa Ed. Física na universidade da cidade. Mais um copo para cá, cachaça para lá, outra cerveja gelada… de repente, ouço uma voz: “Oi, psiu… você aí de óculos…” … Sim, era eu quem ela chamava. “Vou ali e já volto, você pode tomar conta de minhas coisas?”. “Sim, claro…” respondí. Não havia como negar. Ela se levantou, deu aquela tirada de calcinha do toba se arrumou e foi ao banheiro. Nessa altura todos já viam o que acontecia. E claro, já imaginavam o futuro… Hahaha (risada maquiavélica!), mente poluída.
Ela volta, dá urrumada no cabelo, troca de lugar na mesa, olha para mim, dá uma piscadinha… Cruza as pernas… percebe que não estou dando muita confiança… (para falar a verdade eu estava…
), e volta para o lugar em que estava antes de tudo. Talvez ela tenha pensado que naquele lugar estava com maiores chanes. Nessa altura do campeonato eu já não sabia mais o que fazer. “Mais uma cerveja?”, pergutavam o pessoal da mesa. “Não não, já está quase na hora.” Essa hora seria a do busão que trazia o pessoal de outra cidade para estudar aqui. Pedimos a conta, e claro me despedí da carinhosa senhora. “Você já vai? Ainda é cedo! Fica mais um pouco aqui comigo!” – dizia ela, com um super-ultra-mega-flawless-victory-carinho-gigante sorriso.
Bom, meu coração gelou. Não é a primeira coroa senhora que me dá mole. Talvez não fosse o momento. Putz, isso é coisa de viado… “talvez não fosse o momento”… aff, como imaginei isso. Creio que aida esteja sob efeito da cachaça grogue. Depois fui-me embora. Fico pensando, e se eu tivese ficado? Talvez eu estaria andado de carrão por aí e acordando em locais cada vez mais estranhos com uma carinhosa coroa senhora ao meu lado.
Hahaha (risada de desespero!), creio que certas coisas só acontecem comigo. Já sei que terei uma longa história para comentar na segunda-feira. Bom, valeu pela noite, quem sabe em uma pŕoxima.
Depois você me liga…



